Balsas da Billings: atravessar a represa de graça
Do Riacho Grande ao Tatetos e do Taquacetuba à Ilha do Bororé: as travessias da EMAE são transporte de quem mora lá e um passeio para quem visita.
A Represa Billings corta o território de São Bernardo em vários braços, e em alguns deles a ponte é uma balsa. As travessias operadas pela EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) são gratuitas e servem, antes de tudo, a quem mora do outro lado da água — mas também rendem um passeio curto e bonito para quem visita o Riacho Grande.
As travessias
- Balsa João Basso: liga o Riacho Grande ao Tatetos, os dois em São Bernardo. É a mais movimentada da represa, e a travessia leva poucos minutos.
- Balsa do Taquacetuba: sai do Taquacetuba, em São Bernardo, e chega à Ilha do Bororé, já na zona sul de São Paulo.
- Balsa do Bororé: completa o caminho, da Ilha do Bororé ao Grajaú.
Um caminho antigo
Até os anos 1960, uma linha de ônibus e balsas ligava o ABC a Santo Amaro por esse mesmo trajeto. Com as estradas asfaltadas, o serviço deixou de compensar e acabou no começo dos anos 1970 — mas as balsas continuaram.
Dicas
- Em fins de semana e feriados as filas de carro crescem; a pé ou de bicicleta a espera costuma ser menor.
- As balsas param para manutenção de tempos em tempos: confira a situação da travessia antes de contar com ela no caminho.
- Respeite quem usa a balsa para trabalhar e estudar — nos horários de pico, o passeio pode esperar.
Veja também o roteiro pelo Riacho Grande e pela Billings e o Parque Estoril.
Fontes: Diário do Transporte, Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de SP e Diário do Grande ABC. Foto da capa: embarque da balsa no Riacho Grande — Moe de Jong, licença CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.