Gibiteca Municipal Eugênio Colonese
Bibliotecas e gibitecas

Gibiteca Municipal Eugênio Colonese

Fundada em 1999, recebeu o nome de Eugênio Colonnese para homenagear o desenhista e editor de HQs, nascido na Itália e radicado no país, possui um acervo de aproximadamente 17 mil exemplares entre gibis, mangás, livros de RPG, revistas, entre outros. A Gibiteca também dispõe de espaço para jogos de RPG, oficinas e encontros com autores. A partir de 2025, recebe seção de Memória dos Gibis.

A Gibiteca foi fundada em 1999 e recebeu o nome de Eugênio Colonnese para homenagear o desenhista, roteirista e editor de HQs, nascido na Itália (1929) e radicado no país. Morou em Santo André, cidade vizinha que juntamente com São Caetano formam o ABC paulista.

Colonnese começou sua carreira na Argentina, em 1949. Passou vários anos trabalhando em revistas de sucesso, mas em 1964 veio para o Brasil definitivamente, onde ajudou a fundar o estúdio D´Arte em parceria com o argentino Rodolfo Zalla. Juntos, produziram histórias em quadrinhos dos mais diversos gêneros, construindo o período mais fértil e criativo dos quadrinhos brasileiros.

Desenhou milhares de páginas de terror, faroeste, aventuras, guerra e super-heróis. Criou personagens clássicos como Mylar, Superargo, Pele de Cobra, e suas duas obras-primas, Morto do Pântano e Mirza, a mulher vampiro. O terror tornou Colonnese uma celebridade, especialmente por causa da criação de Mirza, provavelmente a primeira heroína vampira dos quadrinhos.

Na década de 1970, ele abandonou os quadrinhos para se dedicar à ilustração de livros didáticos. Acabou se tornando um modelo do gênero, trazendo a linguagem dos quadrinhos para os livros escolares, revolucionando o ramo com seus quadrinhos educativos.

Nos anos 1990 ele continuou na ativa, produzindo obras como A Arte exuberante de desenhar mulheres (Opera Graphica), Curso Completo de Desenho (Escala), ilustrou duas aventuras de Mister No, para a editora italiana Bonelli e criou novas personagens, como Bruuna.

Um de seus últimos trabalhos foi o álbum War – histórias de guerra (Opera Graphica), com roteiro de Gian Danton e ainda, ministrava aulas de desenho na Escola Estúdio de Artes.

“Sobrou Alguma Coisa no Tinteiro?" é o primeiro documentário sobre a vida e obra de Colonnese.

Veio a falecer em 2008, em São Paulo, por falência múltipla dos órgãos decorrentes de um AVC.
A Gibiteca Eugênio Colonnese possui um acervo de aproximadamente 17 mil exemplares entre gibis, mangás, livros de RPG e livros informativos sobre história em quadrinhos. O público encontra exemplares com personagens dos Estúdios Mauricio de Sousa, Walt Disney, DC Comics, Marvel, entre outros.
A gibiteca também dispõe de obras de autores como: Angeli, Laerte, Glauco, Fábio Moon e Gabriel Bá.
Tirinhas de personagens como Mafalda, de Quino; Snoopy, de Charles Schulz; e Calvin e Haroldo, de Bill Waterson, vão garantir sua leitura. No local, mangás, graphic novels e adaptações dos clássicos da Literatura para os quadrinhos, como Dom Quixote e O Diário de Anne Frank.
A Gibiteca também dispõe de espaço para jogos de RPG, oficinas e encontros com autores.
A partir de 2025, a Gibiteca Eugênio Colonnese apresenta uma seção de Memória e História dos Gibis.

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